23 de agosto de 2018 Rogério Minhano

Estude sua comunidade e evolua com ela

Em todas as cidades turísticas do mundo o “fenômeno” hostel acontece de maneira parecida. Viajantes “exploradores” buscam a mais autêntica experiência em determinada localidade. Pessoas de lá que conhecem o mundo dos viajantes, constroem uma casa toda planejada para que essa experiência aconteça lindamente. Isso pode evoluir para negócios de diferentes formas e tamanho, mas essa é a base do que chamamos de hostel. É por isso que é mais difícil ter um hostel em um bairro afastado. Você não está na rota do hóspede. Mas para quem está em um bairro com atrações turísticas, vida noturna, boemia ou no bom e velho centro da cidade, sempre está pingando uma reserva aqui outra ali. Toda cidade grande tem o bom e velho Downtown Hostel, não tem? Se na sua cidade ainda não e você está abrindo um no centro, considere. Os backpackers mais preguiçosos não querem nem saber, chegam no centro e procuram o hostel downtown. Lucky guys.

A não ser que sua cidade esteja fora de uma rota turística importante, existe uma comunidade de meios de hospedagem nela. Sempre que você estiver procurando evoluir, busque comparar-se com a sua comunidade local. Na medida do possível, conheça os outros donos de propriedade e converse com eles sobre hostel. É ótimo ter uma boa relação com pessoas que podem discutir um assunto importante seu de igual para igual. Isso te fortalece e fortalece também seu novo amigo dono de hostel. Ao contrário do que pensam, também é uma forma de ajudar a comunidade. Se todos nós criarmos o hábito de aprendermos sempre com os erros uns dos outros, logo teremos hostels melhores, com maneiras de funcionar mais padronizadas e com um certo nivelamento por cima. Em decorrência disso, nossa cidade terá recepcionistas tarimbados, cada vez mais profissionais em recepção de hostel. Mesma coisa para pessoas de limpeza, manutenção, mercados e a boa e velha lavanderia.

Ás vezes olhamos para o outro dono de propriedade como nosso concorrente direto. Isso é um grande erro. O campo de batalha em que o hóspede toma a decisão sobre qual lugar vai ficar é a internet. Lá, no mundo digital, seus concorrentes são outros, maiores e mais fortes. O batalhador que tem um hostel na rua de baixo não tem nada a ver com o seu estar vazio. Ele pode ser seu aliado na descoberta do problema real. Juntos seguimos mais fortes, não é verdade? Quantas vezes um hóspede veio de um hostel vizinho, elogiou o hostel e de quebra te deu uma dica sobre o que você deveria fazer para melhorar o seu? Isso é normalíssimo e acontece de maneira espontânea. Na comunidade viajante a informação flui livremente e sábio é aquele que tira proveito de cada coisinha para melhorar seu business.

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Rogério Minhano
Rogério Minhano Empreendedor, viajante, programador, sócio do Café Hostel e co-fundador da hqbeds. Nada melhor que uma boa conversa e uma cerveja gelada.

Comment (1)

  1. Sidnei

    Rogério.
    Sou novo no ramo, estou estudando a compra de uma pousada bem no centro do centro da minha cidade.
    Ela e pequena, (11 aptos e 5 quartos).
    Não conseguiria pegar um grupo grande.
    Mas qual o perfil dos backpackers, que vc fala no texto. Viaja sozinho, em grupo?.
    Se for em grupo maior, o que vc acha d uma “hospedagem colaborativa”?
    Cada um pega um pouco e pescamos o cardume inteiro?
    Obrigado.

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